E de repente um estalo mental.
Do nada as palavras começam a surgir, não sei como e nem por onde.
Palavras são expulsas da minha mente, enchem a folha em branco, folhas e mais folhas.
Frases, versos e poemas vão se formando. Alguns com sentido, outros não dizem nada com nada.
É assim, os pensamentos transbordam da mente, percorrem meu braço direito até chegar a minha mão e por fim ensopam as folhas do caderno.
Ensopam todas as folhas que encontram pela frente.
Em poucas horas folhas e mais folhas encharcadas com cada pensamento meu, com cada desejo, cada sentimento.
Em pouco tempo folhas e mais folhas estão completas com cada loucura pensada.
Assim como as ondas engolem a areia da praia, meus devaneios engolem cada linha em branco.
Com uma sede insaciável de expor tudo que penso, com uma sede insaciável de mostrar tudo o que escrevo e para quem escrevo, porque escrevo e em quem penso quando o faço.
É assim que tudo começa, um pensamento leva a outro, que leva a outro e a outro, outro e outro...
E dali algumas horas, depois de matar minha sede de escrever e deixar meus pensamentos transbordarem, volto ao meu estado normal.
E tudo volta ao normal.
É como um surto de loucura, mas não preciso quebrar vasos e tudo que vejo pela frente, só preciso de papel, caneta e meus pensamentos.
Papel e caneta, essa é minha cura, essa é minha forma de extravasar.
Esse é um dos meus momentos de loucura, no qual eu necessito escrever alguma coisa, que faça sentido ou não.
Devaneios.
Aline Machado 25/06/11